sábado, 21 de novembro de 2009


O Bico do Pão

ou

O Segredo do Casamento


Hoje mesmo conversava com uma amiga muito querida sobre o casamento e suas dificuldades. Ela, então, me contou uma história que um outro amigo lhe contara, a do bico do pão. Era mais ou menos assim:

Certo dia, o rapaz perguntou ao pai qual era o segredo do seu casamento que já durava longos anos e parecia perfeito. O pai lhe respondeu:

- Ora, meu filho, o segredo está nas pequenas coisas. Eu tento sempre manter sua mãe feliz fazendo pequenas concessões. Por exemplo: ela adora o bico do pão, então eu sempre deixo o bico do pão para ela. Não é simples?

Com uma certa curiosidade, ele fez a mesma pregunta à mãe. E qual não foi a sua surpresa ao obter a seguinte resposta:

- São as pequenas coisas, meu querido. Por exemplo: eu odeio o bico do pão! É uma coisa dura, tostada... Mas como seu pai guarda sempre o bico do pão pra mim com tanto carinho, não tenho coragem de recusar.

Eis a história que me calou e me deixou aquele nó na garganta. Quando realmente se quer ficar junto, pequenas concessões são fundamentais. Às vezes abrir mão de algo em favor do outro não é assim tão ruim, como também não deve ser tão mal engolir um biquinho de pão para ver um sorriso. Tudo depende de um pouco de boa vontade.


Tina
Oração dos Estressados

Luís Fernando Veríssimo

Senhor, dê-me serenidade para aceitar as coisas que não posso mudar, a coragem para mudar as coisas que não posso aceitar e a sabedoria para esconder os corpos daquelas pessoas que eu tive que matar por estarem me enchendo o saco.

Também, me ajude a ser cuidadoso com os calos em que piso hoje, pois eles podem estar conectados aos sacos que terei que puxar amanhã.

Ajude-me, sempre, a dar 100% no meu trabalho...

12% na segunda-feira,
23% na terça-feira,
40% na quarta-feira,
20% na quinta-feira,
5% na sexta-feira.

E... Ajude-me sempre a lembrar, quando estiver tendo um dia realmente ruim e todos parecerem estar me enchendo o saco, que são necessários 42 músculos para socar alguém e apenas 4 para estender meu dedo médio e mandá-lo para aquele lugar...

Que assim seja!!!

Viva todos os dias de sua vida como se fossem o último.
Um dia, você acerta.

domingo, 20 de setembro de 2009

CURRICULUM SUPER SINCERO
APRESENTAÇÃO PESSOAL

MEU NOME?

Lucas Lopes Batista – 23 anos. Não vou colocar meu cpf porque agora virou moda pedir cpf. Meu nome está no SPC, mas não é por que sou caloteiro é porque estou com um débito alto da faculdade e estou sem grana para pagar. Agora, se vocês me derem a oportunidade de trabalho com certeza pagarei mais rápido.
ENDEREÇO?

Eu moro no bairro de Nazaré – Salvador/ Ba. Não preciso mencionar a rua, pois acredito que no momento vocês não virão me visitar e nem me enviarão correspondências.
CONTATO

O telefone eu posso dar caso vocês queiram me ligar pra marcar uma entrevista. XXXX-XXXX/ XXXX-XXXX
Email: lukaolopes@gmail.com
FORMAÇÃO ACADÊMICA

Estava cursando Produção Editorial na Hélio Rocha. Tranquei por problemas técnicos (no bolso); pretendo resolver o mais rápido possível para voltar logo!
EXPERIÊNCIA PROFISSIONAL

A minha é grande! (Para quem tem 23 anos)
Estagiei na XXXXXXXXXXXXXXX. em 2001. Assim que sai de lá fui trabalhar numa locadora de filmes na Graça. Fiquei dois meses porque XXXXXXXX uma empresa maior (e melhor) me chamou. Comecei lá em 2002e sai em 2005. Foi a empresa que durei mais. Era muito boa. Lá eu aprendi melhor o relacionamento humano, como lidar com colegas de trabalho. Infelizmente o meu horário de trabalho estava atrapalhando na faculdade. (Uma pena, mas a fila anda). Coincidiu que no mesmo mês a XXXXXXXXX me chamou e eram só 6 horas e não atrapalhava na faculdade. Achei que lá era o Paraíso Tropical, mas de Paraíso não tinha nada. Era um trabalho chato e estressante. (Eu sou agitado, apesar de não parecer) detesto ficar sentado muito tempo. Depois de um ano quebrei as correntes da escravidão e fui pra uma locadora falida lá em Vilas do Atlântico (XXXXXXXXX). Lá eram 5 horas e pagava legal, mas como felicidade de pobre dura pouco; eu tinha um chefe-infernal (estilo Meryl Streep em “O Diabo Veste Prada”). Agüentei seis meses e pedi pra sair. Depois de três meses na dança-do-desempregado fui dar aulas de informática no XXXXXXXXXXXXXXXX (Vila Laura) e lá era tudo ótimo: chefe, colegas, alunos, só que como nada é perfeito, o salário não era lá uma Brastemp.Quando estava me acostumado com o lugar a empresa XXXXXXXXXX (que presta serviços pra Caixa) me chamou pra seleção e blá, blá, blá. O salário era melhor e como a grana fala mais alto (ou melhor gritaaaaa!) pedi pra sair do colégio com o broken heart (coração partido), mas fazer o quê? É a vida... é bonita e é bonita...Viver é não ter a vergonha de ser feliz. Agora estou aqui sendo sincero com vocês sabendo que meu New Currículo vai parar na próxima lixeira.
IDIOMA

Antes eu mentia coloca no currículo que tinha Inglês – fluente e Espanhol - básico
Tudo balela! Em Inglês, só sei “What´s your name, How are you” e etc.
Aliás, não sei pra que pedem inglês no currículo, sei da importância de possuir um idioma e pretendo aprender o inglês e outra língua que puder, mas realmente inglês para exercer funções simples é desnecessário.
CURSOS

Tenho os básicos Telemarketing, Informática (já com Windows Vista), Atendimento a Clientes e Vendas, Relacionamento Humano, Comédia Coorporativa.
TALENTOS

Não é querendo me gabar, mas é o que eu possuo de melhor, infelizmente nos cargos que ocupei não tive a oportunidade de mostrar meus talentos. Só na “A Fórmula” é que tive a oportunidade de organizar alguns eventos e mostrar um pouco minhas facetas.

Obs: A iniciativa de criar este currículo foi para inovar, porque assim vocês ficam me conhecendo melhor e evitam o transtorno de me chamar para uma entrevista, fazer eu gastar R$ 4,00 de transporte e me reprovarem numa dinâmica. Poupa meu bolso e poupa o tempo de vocês. E tem mais! Este currículo é só para pessoas dinâmicas e com a cabeça aberta. Se você for antiquado (a), museu, tiver alma de “velho”, com certeza jogará este currículo na lixeira. Mas estará perdendo a grande oportunidade de me conhecer! Desde já agradeço a atenção.
MUITO BOM!!!! ESSE É SINCERO MESMO.

sexta-feira, 4 de setembro de 2009



Para Bebel, Gabs e Malu!

Descobri essa música numa reunião da minha escola, através de um vídeo motivacional e me apaixonei! É tudo o que precisamos saber sobre esses pequenos milagres que nos fazem tão felizes. Essa é uma homenagem da mãe mais feliz do mundo que adora ouvir suas crianças fazendo uau!



Quando As Crianças Fazem Uau - Giuseppe Povia


Quando as crianças fazem uau!

Tem um ratinho

Quando as crianças fazem uau!

Tem um cachorrinho...

Tem uma coisa que eu sei

que nunca mais irei rever é um lobo mau

que dá um beijinho num carneirinho...

E as crianças fazem ei!

me dá a mão porque me deixa só?

sem ajuda de ninguém

sem qualquer um, ninguém

pode virar um homem

uma boneca ou robô

talvez briguem um pouco

mas com um dedinho em alta voz ao menos eles,

é, fazem as pazes

E cada coisa nova é uma surpresa

até quando chove e as crianças fazem uau!

olha que chuva!

Quando as crianças fazem uau!

Que maravilha!Que maravilha!

Mas que bobo veja só.

Olha só, eu me envergonho um pouco.

Já não sei mais fazer "uau!"

e fazer tudo como eu quero.

porque as crianças falam sempre, falam tudo, tudo que pensam.

As crianças são muito sinceras

mas têm tantos segredos,

como poetas e as crianças vão contar fantasias

e com poucas mentiras

oh mamma mia,bada.

Mas tudo é claro e transparente

quando um adulto chora as crianças fazem "

Ei! você fez um dodói, a culpa é tua!

Quando as crianças fazem uau!

que maravilha, que maravilha!

Mas que bobo veja só.

Olha só, eu me envergonho um pouco,

Já não sei mais fazer "uau!"

não brinco mais numa gangorra,

Não tenho a chave que abre a porta dos nossos sonhos...

Lá, lá, lá, lá, lá...

Enquanto os chatos fazem éh!Enquanto os chatos fazem ah!

Enquanto os chatos fazem bôo!

tudo fica igual

Mas se as crianças fazem uau!

Ei, basta uma vogal.

Eu me envergonho um pouco

e os adultos fazem não!

Eu peço abrigo, eu peço abrigo,

como os leões eu quero andar engatinhando

Cada um é perfeito e iguais na cor

E viva os loucos que perceberam o que é amor !

É tudo uma história de estranhas palavras que eu não entendo...

Quero voltar a fazer uau!

Quero voltar a fazer uau!

porque as crianças falam sempre, falam tudo, tudo que pensam.

sábado, 16 de maio de 2009

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

QUANTO VALE O SHOW

O juramento de Hipócrates x o interesse dos hipócritas

Recentemente levei um dos maiores sustos de minha vida. Minha filha com alguns dias de nascida começou a apresentar dificuldade para respirar e um barulho estranho, como um assobio, ao mamar ou chorar. Todos diziam que se tratava de resíduo do parto, mas como aumentava muito, levei-a à pediatra. Ela me disse que tinha quase certeza de que se tratava de uma malformação congênita na laringe, mas me aconselhou a procurar um otorrino para ter certeza.
Antes que eu pudesse fazer isso, senti uma piora na minha filha e corremos com ela ao Pronto-socorro. Lá fizemos muitos exames e fomos encaminhados ao dr. Carlos Beiruth para avaliação, ele a examinou com um estetoscópio e pediu que os exames fossem revistos e que fosse feito um outro exame de nome complicado. Depois de rever os exames voltássemos lá. A médica do P.S. quase não conseguiu decifrar que exame era aquele, mas feito isso reescreveu o nome na ficha. Levando em consideração a idade da criança fomos transferidos para a maternidade, que tem melhor suporte para recém-nascidos.
Passamos a noite em observação e nos foi informado que o mesmo médico faria o tal exame detalhado que diria se era ou não de algo na laringe. Deixamos a criança em jejum e esperamos. Na hora marcada saímos com a criança no oxigênio e fomos ao consultório, onde depois de vários minutos de angustiante espera, uma das atendentes veio nos perguntar quem tinha agendado aquilo, com quem tinha falado. Respondidas as perguntas, ela nos disse que não havia nada agendado. A médica que nos acompanhava ligou para a gerência ma maternidade, que reafirmou a consulta. Em seguida, a mesma atendente veio nos dizer que infelizmente o doutor não atendia pela maternidade, só pelo P.S. ao que a médica respondeu que o combinado era que ele faria uma cortesia. Só então eu fiquei sabendo da história.
A médica, muito constrangida, tentava falar com a gerência, enquanto a atendente continuava a dizer que nada seria feito, ele não costumava fazer aquilo. Dissemos que tínhamos vindo
do P.S. no dia anterior e ele mesmo havia nos mandado voltar e pedido aquele exame. Minha mãe perguntou quanto era o exame. Trezentos reais. "Não por isso, a gente paga! Vai deixar uma criança nesse estado voltar?"Ela saiu.
Pouco depois ele entrou dizendo que havia um mal-entendido, não tinha nada agendado para aquele dia e ele não poderia fazer o exame, pois precisava de uma preparação e não daria tempo. Mas que não nos preocupássemos, pois ele o faria no outro dia pela manhã.
Minha mãe, que tem mais atitude do que eu, disse: "Mas se o problema for dinheiro, doutor, a gente paga. Faça o exame!"
-Imagina! Se fosse por isso eu faria de graça, tô até folgado agora! É que não tem nada preparado mesmo. Mas não se preocupe, se for o que estamos pensando ela vai ficar boa sem remédio!
Voltamos desapontados e desesperados sem saber o que minha filha tinha. Um pouco depois de chegar fui informada pela maternidade de ele cobraria trezentos reais, se a família se disponibilizasse a pagar seria mais rápido, senão teriam que fazer um pedido junto à gerência da maternidade sem a certeza de que seria pago. Todos estavam indignados, desde a representante que veio falar comigo à assistente social que me garantiu que tudo tinha sido acertado sim, inclusive que ele faria como cortesia."Então o problema era dinheiro mesmo", pensei. Enquanto as enfermeiras falavam indignadas sobre o caso, liguei pra minha mãe e contei. Ela foi lá, depois meu marido e todos ouviram a mesma história.
Já inchada de tanto chorar, recebi a visita da assistente social, que pediu desculpas pelo constrangimento e disse que tinha falado com outra médica e como eu me dispunha a pagar, ela havia conseguido um desconto e tinha marcado o exame. Dois dias depois a médica veio e fez o tal exame, que durou menos de cinco minutos e cuja única preparação necessária era o jejum da criança. Aquilo me deixou ainda mais furiosa! Agradecemos à médica que se prontificou a ir até a maternidade e finalmente tivemos o diagnóstico: laringomalácia.
Acrescentamos mais uma palavra ao nosso vocabulário e vamos ter que aprender a conviver com ela, pois provavelmente melhore sozinha com o passar do tempo. Teremos que ter cuidados especiais com nossa filhinha, mas o importante é que temos essa coisinha linda conosco. Só fico pensando: se fosse um caso severo, bem mais grave e eu não tivesse dinheiro disponível? Minha filha teria morrido pela falta de trezentos reais?
E o senhor, doutor Carlos Beiruth, não ficaria nem mais rico nem mais pobre, mas se tivesse atendido minha filha com o zelo de um médico,com certeza ficaria mais humano.